Apresentação:
Orestes Alarcon - meu DNA - sou um pouco de tudo isso...
O meu pai era paulista e vivia pelo ar... voava como ninguém. Gostava bem de uma cachaça e cantava Nelson Gonçalves...Plínio aviador ganhou minha mãe passando pela janela de seu quarto com seu avião teco-teco fazendo acrobacias... conquistou com sua empatia gaga e suas aulas de aviação muitos pilotos e ganhou nome de aeroporto na sua cidade Três-Lagoas.
Minha mãe mato-grossense, dona de casa que virou empresária da moda, após a morte de meu Pai. Teté teve 9 netas, conquistou gerações de moços e moças pelo seu bom gosto. Tinha a habilidade de construir e doar...presentes para as netas não faltava! grande cozinheira e gerações herdaram seu talento na moda e na cozinha
Meu avô Nestor era paulista e também um grande artista, fazia tudo que podia com a arte... contador de piadas, humorista... fazia muita gente rir, sempre rodeado por amigos da pequena cidade. Fez do teatro sua vida, teatro que ele mesmo criou em sua cidade com sua filha Ceição, filha do primeiro casamento da Teíca com um músico português... enfermeira que fazia poesia. Vô Nestor fazia da vida a arte: baterista, desenhista, chargista e cantador de óperas ...pobre mas viveu a gloria maior!
Vô André era espanhol, barbeiro de longa data...tinha o vício da bebida, encontrava dinheiro nas ruas por onde andava olhando sempre para o chão, sonhando com mais um trago...chorava muito quando bebia.
Minha vó Teíca era francesa mato-grossense, talvez filha de padre!?. Lutou na revolução de 30 de carabina nas costas, montada num cavalo malhado, rezava muito e tocava órgão na igreja matriz. Adotou-a como sua e fazia o que podia para a igreja ecoar música e magia, ensaiava as cantorias com as filhas de Maria na varanda de sua casa. Quando a seca aumentava ela convocava seus netos para circundar sua casa em procissão, todos netos a seguiam jogando agua no telhado para chamar a chuva...era movida pela fé...a chuva caia logo mais tarde, uma verdadeira Bruxa... seu segredo mais tarde entendi que perguntava para meu Pai Plínio piloto qual era a previsão...ele sempre sabia a hora da chuva, pois vivia entre as nuvens.
A outra Vó, espanhola, Feffa, vivia pelas ruas de Bauru onde batia de porta-em-porta visitando seus clientes que gostavam de comprar joias. De manhã pingava limão nos olhos e passava azeite de oliva nos cabelos...comia muita pimenta malagueta crua em um pedaço de pão com azeite... era o segredo de sua resiliência.
Sobre as cores na fotografia...Esta todo mundo tentando!!! Eu também...
cores!!!...saturadas, insaturadas, revelar o verde, como tratar o vermelho, como enxergar antes do click P&B ou cores..., dúvidas que tento entender ou ficar com elas.
Intensidade de sabores e de cores hipnotizam o fotógrafo.: o caldo de tucupi extraido da mandioca brava e as folhas do jambú são iguarias que te transportam para a Amazônia. Alguns amam, outros odeiam como a ópera.!
Orestes Alarcon



Batuque da floresta
Orestes Alarcon

Pescador dedicado a sua função, preparando-se para o mar
Orestes Alarcon

Tristes Trópicos
Orestes Alarcon







Até o Palhaço se entristece
Orestes Alarcon
Vila dos pescadores - chuvas eternas
Orestes Alarcon




Morada dos pescadores da Vila Cajuuna - altar de fé
Orestes Alarcon


A ponte transformada em Arte - BoiTatá Incandecente - Artista escultor Laercio Luiz - UFSC
Oretes Alarcon



Cores da natureza tropical
Orestes Alarcon



Recuerdos de Havana
Orestes Alarcon





Não se preocupe com o fracasso; você só precisa estar certo uma vez.
Drew Houston, co-fundador do Dropbox